Conheça nossos alunos de Iniciação Científica (PIBIC/INPA 2025–2026)

Este post apresenta um pouco sobre quem são esses jovens pesquisadores e os projetos que estão desenvolvendo no Herbário INPA

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November 20, 2025

Na semana do dia 17 de novembro 2025, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) sediou a sessão de apresentações parciais do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação (PIBIC) em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do CNPq/INPA, com participação entusiasmada dos nossos alunos na área de Botânica.

O PIBIC/INPA tem como objetivo estimular os estudantes do ensino superior nas atividades, metodologias, conhecimentos e práticas próprias ao desenvolvimento tecnológico e processos de inovação. O público-alvo consiste em estudantes de graduação regularmente matriculados em Instituições de Ensino Superior, públicas e privadas, de cursos compatíveis com as áreas de abrangência propostas no programa, tais como:

Mantido pela da Coordenação de Capacitação, o PIBIC é uma parceria entre o INPA e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que atua na concessão das bolsas de pesquisa.


Eduardo Leandro Cunha

Foto por Maria Clara Ferro (2025).

Instituição: Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Curso: Engenharia da Computação

Período:

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2142166621987119

Projeto desenvolvido no INPA: Inteligência artificial aplicada à taxonomia de Ecclinusa (Sapotaceae): validação espectral e interoperabilidade com espectrômetros portáteis

Orientador: Dr. Michael Hopkins

Co-orientadora: Dra. Caroline Vasconcelos

Colaboradoras: Dra. Flávia Durgante, Dra. Samyra Ramos e Maria Clara Ferro

O trabalho do Eduardo investiga como assinaturas espectrais de folhas (obtidas em exsicatas do Herbário INPA) podem ajudar a identificar espécies do gênero Ecclinusa, um grupo desafiador da família Sapotaceae. O foco do projeto é testar se espectrômetros portáteis, como o ISC NIR-S-G1 (micronir), conseguem reproduzir com boa acurácia os resultados de equipamentos de alta resolução, como o ASD FieldSpec 4. Com isso, o projeto contribui para tornar a espectroscopia mais acessível a herbários tropicais, fortalecer o uso da tecnologia no INPA e ampliar nossas bibliotecas espectrais.


Eliandra Rodrigues Ferreira

Foto por Jéssica Soares (2025).

Instituição: Estácio do Amazonas

Curso: Bacharelado em Ciências Biológicas

Período:

Lattes: https://lattes.cnpq.br/3358526069960413

Projeto desenvolvido no INPA: Desenvolvimento de bibliotecas espectrais para identificação de espécies no Herbário INPA: um estudo com Fabaceae e Meliaceae

Orientador: Dr. Michael Hopkins

Co-orientadora: Dra. Flávia Durgante

Colaboradoras: Dra. Caroline Vasconcelos, Dra. Samyra Ramos e Maria Clara Ferro

A pesquisa da Eliandra é voltada para duas famílias de grande importância ecológica e econômica (Fabaceae e Meliaceae), incluindo espécies listadas na CITES, como Dipteryx (popularmente conhecidas como cumaru) e Cedrela (cedro). Usando espectroscopia de reflectância em exsicatas, ela está construindo uma biblioteca espectral robusta que permitirá identificar rapidamente espécies ameaçadas e apoiar a fiscalização e a curadoria taxonômica do herbário.


Yasmin Jéssica Guimarães Guedes

Foto por Maria Clara Ferro (2025).

Instituição: Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Curso: Licenciatura em Biologia

Período: 6° período

Lattes: https://lattes.cnpq.br/7129000327997949

Projeto desenvolvido no INPA: Construção de biblioteca espectral aplicada à identificação de Bignoniaceae no Herbário INPA

Orientador: Dr. Michael Hopkins

Co-orientadora: Dra. Flávia Durgante

Colaboradoras: Dra. Caroline Vasconcelos, Dra. Samyra Ramos e Maria Clara Ferro

A Yasmin trabalha com Bignoniaceae, uma família emblemática da flora sul-americana e que também inclui espécies sob proteção da CITES. Seu objetivo é desenvolver uma biblioteca espectral capaz de diferenciar espécies de Handroanthus e Tabebuia, grupos com alto valor madeireiro e frequente confusão taxonômica. O projeto reforça o papel dos herbários na identificação de espécies ameaçadas e abre portas para o uso de espectroscopia como ferramenta de monitoramento ambiental.


Por fim, é um privilégio acompanhar a formação desses novos pesquisadores e ver como tecnologias emergentes — como espectroscopia de reflectância, aprendizado de máquina e bibliotecas digitais — estão transformando a forma como investigamos, curamos e compreendemos a biodiversidade amazônica.

Parabéns aos alunos pelas apresentações e pelo comprometimento com a ciência produzida na Amazônia! 👏